Hospital Santo Antônio da Estiva em busca de uma nova chace.

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Hospital Santo Antônio da Estiva em busca de uma nova chace.

Na manhã do dia 24 de abril, 50 dias após assumir a nova gestão a imprensa foi convocada para uma reunião com sua gestora, Camila Ramos de Miranda.





Hospital Santo Antônio da Estiva em busca de uma nova chace.
Foto : Serra News

Data : 02/05/2012 17:40 | Cidade:Miguel Pereira | Cliques : 2189 | Secao:noticias

Após passar por alguns momentos críticos, com denúncias vindas por parte de pacientes e funcionários e sofrer com os mais variados problemas o Hospital Santo Antônio da Estiva começa a ressurgir das cinzas. Há quase dois meses a instituição de saúde que atende aos municípios de Miguel Pereira e Paty do Alferes está sob a gestão co-participativa entre as duas prefeituras e a Fundação Miguel Pereira, entidade filantrópica que mantém o hospital.

Na manhã do dia 24 de abril, 50 dias após assumir a nova gestão a imprensa foi convocada para uma reunião com sua gestora, Camila Ramos de Miranda; o Gestor Logístico Anderson Soares; a Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Lize Andreiollo; o Presidente da Fundação Miguel Pereira, Moraes e a Secretária Municipal de Saúde Enilda Ferreira. O motivo da reunião foi apresentar as conclusões a que a gestora Camila chegou à respeito do caos que vem assombrando a instituição.

Camila, que foi contratada pelas prefeituras teve a princípio que inteirar-se da real situação do hospital que hoje acumula uma dívida de cerca de cinco milhões. Dentre as irregularidades e deficiências a gestora destacou a inflada folha de funcionários e que, apesar dos Órgãos regionais e sindicatos de fiscalização insistirem em exigir um número excessivo de contratações isso não é possível e nem adequado a nossa realidade chegando a usar o argumento de que “...não adianta eu ter duas nutricionistas se eu não tenho carne para os pacientes”.  A fim de minimizar os problemas alguns cortes e demissões foram necessárias, porém, ainda assim há um número maior de funcionários do que recursos suficientes para atender a esta folha de pagamento.

Numa ação para apurar o porquê das irregularidades e deficiências e apontar os responsáveis está em andamento um Processo Administrativo, visando também recuperar a credibilidade e a transparência da Fundação Miguel Pereira e, consequentemente, do Hospital Santo Antônio da Estiva, que hoje realiza uma média diária de 200 atendimentos no Pronto Socorro, sendo que desses 60% são atendimentos de moradores de Paty do Alferes, 80 cirurgias e 360 internações por mês.

Apesar de já ter conseguido acertar os salários deste mês, a administração ainda tem débitos com o 13º e os salários atrasados e suas situação ainda é crítica. A receita mensal da instituição não é capaz de conter os débitos e prover as despesas e, por isso, estão convocando toda à população para contribuir com qualquer quantia, qualquer doação como medicamentos, alimentos, roupas de cama e material de consumo em geral. Em breve uma conta corrente será disponibilizada para quem puder fazer sua doação e as compras feitas com os recursos arrecadados será amplamente divulgada através de prestação de contas nos veículos de comunicação da região que também se disponibilizaram a colaborar. Segundo a gestora, essa parceria já acontece com o Poder Judiciário de Miguel Pereira, que ao aplicar penas alternativas como multas e cestas básicas disponibiliza esses recursos ao Hospital que, em troca presta contas de tudo o que é feito com essa doação.

Quanto à participação das duas prefeituras que completam a gestão participativa e, inicialmente teriam a responsabilidade de custear o Pronto Socorro, Dra. Camila enviou um Projeto que prevê o aumento da subvenção para R$ 299.000,00 (duzentos e noventa e nove mil reais) para cada prefeitura, ou seja, quase o dobro do que é pago hoje. Esse valor estaria mais adequado as necessidades atuais, cobrindo inclusive os reajustes salariais que ainda não estariam de acordo com os pisos estaduais e das categorias. Além desse aumento na subvenção foi solicitado também que as prefeituras ajudassem durante seis meses, tempo que a gestão acredita ser o mínimo necessário para começar a parcelar as dívidas antigas, com uma quantia que seria destinada à compra de medicamentos.

Segundo a Secretária de Saúde, Enilda Ferreira, a Prefeitura de Miguel Pereira já enviou para a aprovação da Câmara um pedido de repasse de R$ 33.000,00 (trinta e três mil reais) durante três meses para medicamentos e material ambulatorial. E, quanto ao pedido de aumento da subvenção a secretária iria reunir-se com a administração e a prefeitura para que se chegasse a um acordo sobre o valor. Enilda destacou também que as prefeituras precisam estar atentas à Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece que os municípios não podem gastar além de suas receitas e que, sendo a Fundação Miguel Pereira  filantrópica, mantenedora do Hospital Santo Antônio da Estiva que, como bem destacou, não é um hospital municipal, é preciso que a própria entidade também busque recursos para seu funcionamento como atendimentos particulares e convênios.

Ainda segundo a Secretária, há um projeto do Estado de instalação de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, e que essa seria instalada no HSAE por já haver infra-estrutura necessária e que isso faria com que o hospital ficasse responsável somente pelos atendimentos de média e alta complexidade. Dentre as ações que já estão sendo desenvolvidas pela secretaria e que vem a ajudar a HSAE, ela destacou que a Sala de Estabilização que o município ganhou já está em processo de instalação e que, além disso o Estado irá disponibilizar R$ 15.000,00 (quinze mil reais) mensais para custeio de pessoal e material para a Sala. Miguel Pereira também estará incluído no Programa de Apoio ao Hospital de Interior, programa que faz parte da orientação do Estado e do Ministério da Saúde de regionalizar os hospitais e que liberaria um aporte mensal de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) que serão repassados ao nosso hospital. A Secretaria também estaria realizando um estudo para levantar as necessidades prioritárias do hospital para que se possa obter recursos, uma vez que, como as certidões da instituição encontram-se negativadas não é possível nem mesmo a aprovação de emendas que garantam o repasse direto dos recursos e a contratualização do HSAE.

Apesar de todas essas dificuldades, a nova gestão encontra-se empenhada em, há longo prazo, conseguir sanar os problemas e garantir que o Hospital Santo Antônio da Estiva possa oferecer à população o atendimento adequado.

 




































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